segunda-feira, 20 de julho de 2009
Carrapatos e heme
O heme é uma molécula tóxica que aparece na digestão do carrapato arthrópode vetor de inúmeras doenças para humanos, bovinos e outros hospedeiros. O heme se liga ao ferro por uma ligação iônica e forma a grande e bem estudada hemoglobina que é alimento para o arthrópode. Neste estudo o vetor estudado é o boophilus microplus que transmite o protozoário babesia bovis. Este protozoário se assemelha muito ao protozoário agente etiológico da malária tendo sido inspirador em muitos momentos para o estudo em foco.O heme tem papel na regulação de muito genes da alimentação de sangue pelo carrapato, muitos genes já foram descritos como tendo papel oxidante e antioxidantes nas defesas que acontecem no vetor e no arthrópode no momento de infecção por vários patógenos e por simbiontes nem sempre parasitas dos carrapatos. Não há neste estudo arthrópodes estudados que sejam aposimbiontes, todos os carrapatos estudados podem no entanto apresentar parasitas ou não, foram todos recebidos da região sul do Brasil. Em foco estamos estudando arthrópodes que não transmitem babesia bovis mas que estão já causando um relativa exsaguinação nos bovinos aqui prestados ao teste. Este estudo tem por finalidade melhor evidenciar o momento de infecção do agente etiológico no arthrópode cuja idéia da tese é a de que os parasitas se aproveitam do mecanismo antioxidante natural do local de infecção no carrapato e assim carregam informação genética necessária para ultrapassar as barreiras físicas químicas e citológicas para assim serem passados para a prole de carrapatos vindouros após a alimentação e tal informação ser conservada na ovogênese, ou no mesmo indivíduo aracnídeo passar tais protozoontes para a glândula salivar do arthrópode onde entrará em contato massivamente e evolutivamente forte com substância imunossupressoras, imunomoduladoras, anestésicas, antiinflamatórias na glândula salivar, pronto para ser inoculado naturalmente com tais substâncias no hospedeiro bovino (José M.Ribeiro 1967 (…)) causando prejuízo de milhões para a pecuária brasileira. Assim sendo, visando aniquilar a alimentação do carrapato vimos que se fazia necessário diminuir a capacidade de absorção e captação de sangue pelo carrapato. Sugeriu-se a criação de uma vacina com antígeno sendo feito para imunizar o boi contra o receptor de heme específico do carrapato, que é de certa forma genérico a todos os carrapatos. Assim sendo uma vacina contra o receptor de heme do carrapato iria ser em grande maioria prejudicial a alimentação do arthrópode diminuindo sua capacidade natural de captação de heme pelas células digestivas. Este é em grande parte o objetivo natural desta tese que vêm a descrever o mecanismo de captação de heme pelo receptor de hemoglobina. O foco também fica um pouco na célula digestiva que deve ser o local onde o receptor de hemoglobina está. E as vias de produção de uma vacina na sua fase mais introdutória. Para deixar mais claro ao leitor as técnicas e práticas utilizadas neste projeto são feitas das seguintes maneiras a seguir. A busca do receptor é feita por gel de poliacrilamida. O tamanho é sugerido por dosagem de proteína. A captação de hemoglobina pelo carrapato é visualizada aqui com marcação de hemoglobina com proteína FITC. O modelo de infecção é feito com bactéria bacilo fluorescente resistente a a antibiótico crescida em meio com arabinose, modelo de maior biossegurança. A visualização da célula digestiva foram feitas por via microscopia de fluorescência. Conclusões os hemossomos já previamente descritos devem de certa forma fixar proteínas de membranas que facilitam a entrada do protozoário parasita no ambiente interorgânico do arthrópode. Sendo este o flagra principal da tese de que os hemossomos são polarizadores e geram uma ruptura celular que cede aos parasitas facilidades para adentrar os mecanismos antioxidantes, e de defesa do arthrópode na célula mais secretória ao lado, a célula basofílica.
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